27/09/2017 :: Caixa limita de novo o financiamento de imóveis. Veja o que muda

Mercado imobiliário ganha padrão de ética internacional

Publicação é resultado de trabalho de mais de 100 entidades, dentre elas o Secovi-SP, em cujo site o documento está disponível para download em português

 


Com o objetivo de ajudar a afirmar a ética como vital para os negócios, bem como aprimorar a atuação profissional dos integrantes do setor imobiliário, a Coalizão Internacional de Padrões Éticos (IESC) publicou um conjunto de padrões.

Elaborado por mais de 100 organizações representativas da área, dentre elas o Secovi-SP, o documento - que também se aplica às áreas de construção e infraestrutura - está disponível para download nos sites das entidades, inclusive em português.

"Esse conjunto de princípios traz maior clareza e transparência ao mercado imobiliário, perante seus clientes e o público em geral. Ajuda a mitigar riscos, facilita e proporciona maior segurança aos negócios, sejam eles feitos no Brasil ou no exterior", afirma Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Em 2015, os ativos imobiliários no mundo totalizaram mais de US$ 217 trilhões, montante superior ao PIB global estimado em US$ 80 trilhões, naquele ano.

Tais dados evidenciam ser fundamental que o setor reconheça o papel que os valores éticos desempenho na eficiência do setor, em todos os seus segmentos, e opere segundo suas premissas. Reforça, ainda, a necessidade de as entidades representativas da área continuarem a trabalhar na idealização de padrões que aprimorem continuamente as atividades.

Profissões das áreas de contabilidade, direito, auditoria e medicina já têm padrões globais de ética estabelecidos há muito tempo e os curadores do IES sentiram que era hora de o mercado imobiliário e profissões afins, que estão entre as maiores indústrias do mundo, produzir um documento nesses moldes.

De acordo com Peter Bolton King, presidente da IESC, valores éticos agem como uma âncora para comportamentos adequados e pesquisas apontam que a previsão é dobrar, ao longo da próxima década, o investimento em mercados imobiliários por fundos de pensão e fundos de riqueza soberana. "Portanto, a publicação ajuda a sustentar os códigos de ética existentes e cria uma oportunidade para fortalecê-los", declara King.

Caixa limita de novo o financiamento de imóveis. Veja o que muda

Caixa limita de novo o financiamento de imóveis. Veja o que muda.

São Paulo – A Caixa reduziu o teto para financiamento de imóveis usados de 70% para 50% em qualquer linha. A nova regra vale para novos pedidos de financiamentos feitos ao banco a partir de segunda-feira (25).

É a terceira vez no ano na qual o banco restringe a tomada de crédito para usados. A primeira havia sido em março, quando a Caixa diminuiu o teto para financiamento de usados de 90% para 80%. Depois, em agosto, novamente restringiu o limite de crédito de 80% para 70%. Agora, a restrição foi mais intensa.

O novo teto vale para financiamentos feitos pelo sistema SAC, o mais usado no banco e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No sistema Price, o teto de financiamento caiu ainda mais: de 60% para 40%.

No caso de compra de imóveis novos, o banco não realizou mudanças. Em todas as linhas, o teto de 80% para financiamento de imóveis novos continua valendo, caso a opção seja pelo sistema SAC. Pela Tabela Price, o teto de 70% para financiamento de imóveis novos também foi mantido.

Segundo o banco, em nota, o financiamento de imóveis novos foi preservado com o objetivo de “manter aquecida à indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”.

São enquadrados no SFH financiamentos de imóveis de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Já o SFI engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados.

Já a Pró-Cotista financia imóveis novos de até 1,5 milhão de reais em todo o país, imóveis usados de até 950 mil reais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e imóveis usados de até 800 mil reais nos demais estados até o final do ano. Contudo,a linha está suspensa pela Caixa até o ano que vem.

O programa Minha Casa Minha Vida financia imóveis de até 240 mil reais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para famílias com renda de até 6,5 mil reais.

Conforme as simulações feitas por Marcelo Prata, diretor do site Canal do Crédito, se o mutuário deseja comprar um imóvel de 500 mil reais podia financiar antes da mudança 350 mil reais  pelo sistema SAC e, agora, esse valor caiu para 250 mil reais. Ou seja, a diferença do montante que terá de desembolsar como entrada para a compra do imóvel será de mais 100 mil reais.

Como o valor do financiamento diminui nestes casos, o tomador vai pagar menos no final do financiamento do que se financiasse um percentual maior, já que as taxas de juros cobradas em cada linha continuam as mesmas. Por outro lado, a barreira para quem não tem muito dinheiro para dar como entrada ficou bem maior.

Banco também complicou transações

Mutuários que desejam comprar imóveis usados que ainda tenham parte do valor destes imóveis financiado em outros bancos, fora da Caixa, também podem ter mais dor de cabeça para concluir a operação a partir de agora.

Isso porque a Caixa também deixou de atuar, por tempo indeterminado, como interveniente quitante em financiamentos de imóveis a partir desta segunda (25). Ou seja, o banco não quita mais dívidas contraídas pelo vendedor do imóvel com outros bancos para que o comprador possa financiar o imóvel pelo banco.

Nestes casos, ou o comprador ou o vendedor terão de quitar, com recursos próprios, a dívida com o outro banco. Somente desta forma a Caixa poderá conceder o financiamento ao comprador.

Mutuário pode reclamar

As mudanças só valem para novos pedidos de financiamento, mas mutuários que tiveram prejuízo com a nova mudança anunciada pelo banco podem reclamar das perdas na Justiça. Esse direito vale para quem já havia dado o valor da entrada como sinal para o vendedor do imóvel antes da mudança e não vai conseguir mais dinheiro para obter o restante do crédito no banco, segundo Prata. “Se conseguir comprovar que teve um prejuízo por conta da nova regra, o mutuário pode tentar reaver o valor”.

Neste caso, é indicado documentar por escrito todas as conversas com o gerente nas quais o prejuízo seja comprovado, aconselha.

Para quem já havia iniciado o pedido do crédito no banco, mas não chegou a desembolsar nenhum valor, não há muito o que fazer. “Neste caso, o banco pode dar um prazo para que o processo seja finalizado pela regra antiga. Mas vai depender da instituição financeira”

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